Serviço telefónico fixo - 3.º trimestre de 2021



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Sumário Executivo

95,6% das famílias com telefone fixo

No terceiro trimestre de 2021 (3T2021), a taxa de penetração dos acessos telefónicos principais foi de 51,3 acessos por 100 habitantes. A taxa de penetração dos acessos instalados a pedido de clientes residenciais ascendeu a 95,6 por 100 famílias clássicas.

Número de clientes aumentou 2,1%

No 3T2021, o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era cerca de 4,3 milhões, mais 86 mil (+2,1%) do que no 3.º trimestre de 2020 (3T2020). O crescimento registado é consistente com a tendência histórica estimada e está associado à crescente penetração das ofertas em pacote que integram telefonia fixa.

Redes de nova geração responsáveis pelo crescimento do número de acessos

O parque de acessos telefónicos principais atingiu 5,3 milhões de acessos equivalentes, mais 102 mil acessos do que no trimestre homólogo. O crescimento verificado (+2,0%), deveu-se ao aumento dos acessos suportados em redes de fibra ótica e TV por cabo (+327 mil acessos).

No 3T2021, os acessos suportados em redes de nova geração (FTTH, redes de TV por cabo e redes móveis em local fixo), representaram 83,8% dos acessos telefónicos, e aumentaram o seu peso em 4,2 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo período do ano anterior.

O número de postos públicos instalados era de cerca de 14,5 mil, verificando-se uma redução de 13,1% face ao 3T2020, a maior desde 2012.

Tráfego originado na rede fixa diminuiu 9,7%

No presente trimestre, o volume de minutos originado na rede fixa diminuiu 9,7% em relação ao 3T2020. A diminuição verificada contrasta com o aumento verificado no 3.º trimestre de 2020 (+6,8%), altura em que já se faziam sentir os efeitos da pandemia de COVID-19.

A pandemia provocou uma inversão da tendência de descida do tráfego que se vinha verificando desde 2013. O efeito global da COVID-19 no tráfego médio por acesso, durante os sete trimestres em que se registou a pandemia foi, em média, de +23,0% por trimestre. No 3.º trimestre de 2021, estima-se que o efeito da pandemia sobre o tráfego tenha sido inferior ao ocorrido, em média, nos trimestres anteriores (+20,7%).  Caso não tivesse ocorrido a pandemia, o tráfego médio de voz fixa por acesso, em vez de ter diminuído 12,9%, teria diminuído 13,6% em relação ao trimestre homólogo1.

Por tipo de chamada, a diminuição ocorrida deveu-se sobretudo à diminuição do tráfego fixo-fixo (-13,3%) e, em menor medida, à redução do tráfego internacional de saída (-19%) e fixo-móvel (-4,6%). No 3T2020, o tráfego fixo-fixo e o tráfego fixo móvel tinham aumentado 4,0% e 27,0% em relação ao 3.º trimestre de 2019, respetivamente. A evolução destes fluxos de tráfego no 3.º trimestre de 2021 estará associada ao gradual levantamento das restrições de circulação associadas à COVID-19.

Quotas dos prestadores

No final do 3T2021, a quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,0%, seguindo-se o Grupo NOS com 34,8%, a Vodafone com 19,7% e a NOWO com 3,0%. As quotas de clientes de acesso direto da NOS, NOWO e MEO diminuíram 0,8, 0,3 e 0,1 p.p., respetivamente, tendo a quota da Vodafone aumentado 1,0 p.p. O nível de concentração diminuiu ligeiramente, mantendo-se elevado.

Resumo gráfico do serviço telefónico fixo no 3.º trimestre de 2021.

Notas
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1 O efeito da COVID-19 não pode ser obtido por diferença entre a variação realmente ocorrida, por um lado, e a estimativa do valor da variação ocorrida caso não tivesse ocorrido a pandemia, por outro lado. De facto, estes valores são calculados como variações em relação ao ano anterior, enquanto a estimativa do efeito da COVID-19 é uma variação face ao que teria ocorrido no período de pandemia caso esta não tivesse ocorrido.