Pacotes de serviços de comunicações eletrónicas - 1.º trimestre de 2020



Sumário executivo

Subscritores de pacote de serviços atingiram 4,1 milhões

No 1T2020, o número de subscritores destas ofertas atingiu 4,1 milhões (+171 mil ou +4,4% face ao trimestre homólogo). O crescimento verificado está associado às ofertas 4/5P (+126 mil) e, em menor medida, às ofertas 3P (+64 mil).

Desde 2015 que o crescimento do número de subscritores de pacotes se encontrava em desaceleração. No entanto, desde 2019 que se verifica uma aceleração do crescimento.

O Estado de Emergência associado à COVID-19 entrou em vigor em 18 de março de 2020 e prolongou-se para além da janela temporal deste relatório, não tendo sido detetado qualquer impacto significativo desta situação sobre o total de subscritores de pacotes.

49,9% dos subscritores de pacotes adquiriram um pacote 4/5P

As ofertas 4/5P foram as mais utilizadas, atingindo 2,05 milhões de subscritores (49,9%), seguindo-se as ofertas 3P, com 1,64 milhões de subscritores (39,8%). A penetração das ofertas 4/5P foi de 49,5 por 100 famílias clássicas (+3,0 p.p. que no trimestre homólogo).

O crescimento percentual das ofertas 4/5P (6,5%) abrandou face ao registado no ano de 2019 (12,5% no final do ano), período em que ocorreu a migração de pacotes com menos serviços (2P e 3P) para ofertas com maior número de serviços (4/5P).

Receitas de pacotes aumentaram 5,3%

Entre janeiro e março de 2020, as receitas de serviços em pacote foram cerca de 429,6 milhões de euros, tendo aumentado 5,3% face ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do maior aumento registado desde a alteração da forma de contabilização destas receitas (em 2018). Este aumento de receitas ocorreu em simultâneo com o aumento do número de subscritores e com o anúncio de “ajustamentos de preços” efetuados por alguns prestadores.

A receita mensal por subscritor de pacote foi de 35,02 euros, +0,7% do que no mesmo período do ano anterior.

Quotas dos prestadores

No final do 1T2020, a MEO foi o prestador com maior quota de subscritores de serviços em pacote (40,4%), seguindo-se o Grupo NOS (37,0%), a Vodafone (18,8%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,7%). Face ao trimestre homólogo, a Vodafone aumentou a sua quota de subscritores em 0,7 p.p., a quota de subscritores da MEO manteve-se e as quotas do Grupo NOS (-0,4 p.p.) e do Grupo NOWO/Onitelecom (-0,3 p.p.) diminuíram.

No 1T2020, o Grupo NOS foi o prestador com maior quota de receitas de serviços em pacote (41,8%), seguindo-se a MEO (40,5%), a Vodafone (15,0%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (2,6%). Face ao trimestre homólogo, a Vodafone aumentou a sua quota de receitas em 1,3 p.p., por contrapartida da redução verificada no Grupo NOS, na MEO e no Grupo NOWO/Onitelecom (0,4 p.p. em todos os casos).

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente face ao mesmo trimestre do ano anterior. A atual tendência de diminuição da concentração iniciou-se em 2013, com o lançamento da oferta triple play da Vodafone suportada em FTTH. Globalmente, o nível de concentração não se tem alterado de forma significativa desde o início de 2018.

Resumo gráfico: pacotes de serviços - 1.º trimestre de 2020