Serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição - 1.º trimestre de 2022



Sumário executivo

Assinantes de TV cresceram 3,0% e 94% das famílias dispõem deste serviço

No primeiro trimestre de 2022 (1T2022), 94,0% das famílias dispunham do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição (TVS), mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre homólogo do ano anterior. O crescimento da penetração residencial deste serviço vem desacelerando desde o final de 2020, atingindo neste trimestre o valor mais baixo desde o início da recolha deste indicador (2018).

O número de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição foi de 4,4 milhões, mais 126 mil (+3,0%) do que no mesmo período do ano anterior, o crescimento percentual mais baixo desde o final de 2014.

Fibra ótica com 58% de assinantes de TV por subscrição

O crescimento do serviço deveu-se às ofertas suportadas em fibra ótica (FTTH), que registaram mais 281 mil assinantes face ao mesmo trimestre do ano anterior (+12,4%), atingindo 2,5 milhões de assinantes. Este crescimento resultou não só da captação de novos clientes, mas também da transferência para FTTH de clientes que anteriormente se encontravam suportados noutras redes.

Desde 2018 que a FTTH tem sido a principal forma de acesso a este serviço. No 1T2022, a FTTH representava 58,0% do total de assinantes, seguindo-se a TV por cabo (29,1%), a TV via satélite ? DTH (8,9%) e o ADSL (4,1%).

Quotas dos prestadores

No 1T2022, a MEO foi o prestador com a quota de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição mais elevada (40,7%), seguindo-se o Grupo NOS (37,6%), a Vodafone (18,5%) e a NOWO (3,2%). A Vodafone e a MEO foram os prestadores que, em termos líquidos, mais assinantes captaram face ao mesmo período do ano anterior, tendo as suas quotas aumentado 0,9 p.p. e 0,4 p.p., respetivamente. Por outro lado, diminuíram as quotas do Grupo NOS (-0,9 p.p.) e da NOWO (-0,3 p.p.).

No segmento residencial, a MEO detinha a quota mais elevada (39,2%), seguindo-se o Grupo NOS (38,6%), a Vodafone (18,7%) e a NOWO (3,5%). As quotas da Vodafone e da MEO aumentaram (+0,8 p.p. e +0,3 p.p., respetivamente), enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO registaram diminuições (-0,8 p.p. e -0,3 p.p., respetivamente).

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente face ao trimestre homólogo. A atual tendência de diminuição da concentração iniciou-se em 2013, com o lançamento da oferta triple play da Vodafone suportada em FTTH. Não se têm registado, todavia, alterações significativas na concentração desde 2015.

Resumo gráfico do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição no 1T2022.