Serviços postais - 1.º trimestre de 2022



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Sumário Executivo

No 1.º trimestre de 2022, o tráfego postal diminuiu 2,3%, as receitas diminuíram 2,2%, embora as receitas de correspondências (+3,2%) e de correio editorial (+2,2%) tenham aumentado

No 1.º trimestre 2022 (1T2022) o tráfego postal diminuiu 2,3% em comparação com o 1.º trimestre de 2021 (1T2021). No 1T2021, a diminuição tinha sido de 9,2%. A dinâmica recente tem sido influenciada pelos efeitos da pandemia de COVID-19 que gerou uma significativa contração do tráfego. No 1T2022, estima-se que a pandemia tenha provocado uma diminuição de 10,8% do tráfego, impacto menos severo do que o ocorrido no 1T2021 (estimativa de diminuição do tráfego por efeito da COVID-19 de 13,0%).

As receitas geradas pelos prestadores legalmente habilitados para a prestação de serviços postais totalizaram cerca de 175,8 milhões de euros, menos 2,2% do que no 1T2021. Esta diminuição deveu-se à evolução das receitas de encomendas, que diminuíram 8,4%, e em menor medida à diminuição das receitas da publicidade endereçada (-11,9%). As receitas de correspondências (+3,2%) e de correio editorial (+2,2%) aumentaram.

A receita média por objeto aumentou 0,1% face ao trimestre homólogo, tal como vem acontecendo desde 2018. Neste trimestre o aumento ocorrido resultou, entre outros fatores, do crescimento da receita unitária das correspondências (+4,5%), influenciado pelo aumento de preços promovido pelos CTT em 1 de abril de 2021.

Tráfego postal parece ter iniciado recuperação após pandemia

Embora os efeitos da pandemia ainda se tenham feito sentir no 1T2022, com a eliminação gradual das restrições à circulação ao longo de 2021 o tráfego postal parece ter iniciado um processo de recuperação do choque provocado pela pandemia.

Encomendas diminuíram 10,6%, no contexto de regresso ao trabalho presencial e tráfego internacional de entrada diminuiu 27,9%, influenciado pelo fim da isenção do IVA nas compras extracomunitárias de baixo valor

Por tipo de objeto, o tráfego das correspondências, do correio editorial e de encomendas caiu 1,2%, 2,4% e 10,6%, respetivamente, enquanto o tráfego de publicidade endereçada aumentou 0,5%.

No caso dos CTT, a diminuição do tráfego de encomendas deveu-se ao facto de “a atividade associada ao comércio eletrónico [no 1T2021 ter sido] positivamente marcada pelos efeitos das restrições da pandemia de COVID-19, e [no 1T2022] uma parte dos ganhos então obtidos [ter sido] temporariamente revertida pelo regresso ao retalho físico”. A evolução ocorrida deveu-se igualmente a “um ambiente económico mais desafiador1.

O tráfego internacional de entrada, que representava cerca de 5% do total de tráfego postal, diminuiu 27,9% em relação ao trimestre homólogo. Este decréscimo foi “fortemente influenciado pelo fim da isenção do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) nas compras extracomunitárias de baixo valor (de minimis) a partir de 1 de julho de 20212.

No final do 1T2022, as correspondências representaram 74,7% do tráfego postal, enquanto o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,1% e 7,0% respetivamente. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 11,2%, menos 1,0 ponto percentual (p.p.) do que no 1T2021. Em termos de receitas, o peso relativo das encomendas foi de 41,2%, menos 2,8 p.p. do que no trimestre homólogo.

Serviço universal representou 81,5% do tráfego e 52,5% das receitas

Os serviços postais compreendidos no âmbito do serviço universal (SU) foram responsáveis por cerca de 81,5% do tráfego e 52,5% das receitas.

O tráfego de SU desceu 1,0%, no entanto o seu peso no total do tráfego aumentou 1,0 p.p. em comparação com o 1T2021. As receitas do SU aumentaram 3,4% e o seu peso no total aumentou 2,8 p.p.

Quotas dos prestadores

O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 84,9% do tráfego postal, menos 0,6 p.p. do que no 1T2021. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 90,8%, mais 0,6 p.p. do que no trimestre homólogo. Por outro lado, a quota de encomendas do Grupo CTT atingiu 47,2% (-4,4 p.p. do que no trimestre homólogo).

O número de trabalhadores aumentou 0,2%

No 1T2022, contabilizaram-se cerca de 14,8 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, mais 0,2% do que no 1T2021. O crescimento verificado foi impulsionado pela atividade dos prestadores alternativos (+13,2%). O número de trabalhadores do Grupo CTT diminuiu 4,2%, atingindo no final do período 71,3% do total (-3,3 p.p. do que no trimestre homólogo).

Aumento dos pontos de acesso e diminuição dos centros de distribuição e veículos

O número de pontos de acesso (+2,8%) aumentou enquanto o número de centros de distribuição (-3,6%) e de veículos (-5,5%) diminuiu.

O número de estações de correio dos CTT aumentou 1,4%, em relação ao trimestre homólogo, mantendo-se a tendência de crescimento que se iniciou em 2019, enquanto a evolução negativa dos postos de correio se inverteu e o seu número aumentou 0,2%3.

Resumo gráfico dos serviços postais no 1.º trimestre de 2022

Notas
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1 Vd - Press Release - Resultados Consolidados – 1.º Trimestre 2022 Link externo.https://www.ctt.pt/contentAsset/raw-data/594c9366-68a1-4bac-866a-4998ad145303/ficheiro/export/Press%201T22%20PT.pdf.
2 Vd - Press Release - Resultados Consolidados - Janeiro a setembro 2021 Link externo.https://www.ctt.pt/grupo-ctt/investidores/informacao-financeira/divulgacao-resultados.
3 O número de estações e de postos de correio dos CTT relativos ao final do 1.º trimestre de 2022 é provisório.