Serviços móveis - 1.º trimestre de 2021



Esta informação é propriedade de ANACOM

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Sumário executivo

Penetração dos serviços móveis com utilização efetiva atingiu os 118,8 por 100 habitantes

No final do primeiro trimestre de 2021, a penetração do serviço móvel ascendeu a 168 por 100 habitantes. Caso se considerem apenas os acessos móveis com utilização efetiva1 (excluindo M2M2), a taxa de penetração em Portugal seria de 118,8. Por outro lado, se se excluíssem os acessos afetos exclusivamente a serviços de dados e acesso à Internet (cartões associados a PC/tablet/pen/router), a penetração dos serviços móveis seria de 113,6 por 100 habitantes.

A penetração de acessos móveis comercializados em pacote com serviços fixos foi de 47,4 por 100 habitantes (pacotes convergentes)3.

Número de utilizadores diminuiu 0,1% nos últimos 12 meses

O número de acessos móveis habilitados a utilizar o serviço totalizou 17,3 milhões. Destes, 12,2 milhões (70,7% do total) foram efetivamente utilizados. Excluindo o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, o número de acessos móveis ascendeu a 11,7 milhões.

O número de assinantes que efetivamente utilizaram o serviço diminuiu 14 mil (-0,1%), em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. A evolução verificada é explicada pela evolução dos planos pré-pagos (-6,2% nos últimos 12 meses), que estão em queda desde 2013, e que representam agora 37,2% do total de acessos efetivamente utilizados. Os planos pós-pagos e híbridos4 (+3,9% nos últimos 12 meses), mantiveram a tendência de crescimento que se tem verificado desde 2012. Esta tendência está associada ao aumento da penetração dos pacotes que integram o serviço telefónico móvel.

Elevado crescimento do tráfego de voz por acesso e da duração média das chamadas devido ao impacto da COVID-19

O tráfego de voz móvel em minutos aumentou 14,0% face ao 1T2020. O crescimento do tráfego neste trimestre foi, no entanto, inferior ao verificado no trimestre anterior (+18,5%).

A evolução ocorrida no tráfego de voz em minutos foi influenciada pela COVID-19. Estima-se que, por efeito da pandemia, o tráfego médio por acesso móvel tenha crescido 13,1% no 1.º trimestre de 2021. Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o tráfego médio de voz móvel por acesso, teria aumentado 4,6% face ao mesmo período do ano anterior.

O número de minutos de conversação por acesso de voz móvel no 1T2021 foi, em média, de 255 por mês, mais 32 minutos (+14,5%) que em igual período do ano anterior.

A duração média das chamadas foi de 3 minutos e 43 segundos por chamada, mais 39 segundos (+21,0%) que em igual período do ano anterior.

O tráfego com destino a redes internacionais diminuiu 23,1%, influenciado pelos efeitos da pandemia.

Utilizadores de Internet móvel diminuíram 2,4%, em resultado da pandemia COVID-19, mas aumentaram utilizadores de banda larga móvel devido ao ensino à distância e, eventualmente, teletrabalho

O número de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à Internet fixou-se em 7,9 milhões, menos 2,4% que em igual período do ano anterior. Este valor corresponde a uma penetração de cerca de 76,3 por 100 habitantes (-1,9 p.p. do que no 1T2020).

A diminuição do número de utilizadores resulta da diminuição do número de utilizadores de Internet no telemóvel (-3,0%), e terá sido influenciada pelas alterações de comportamentos associadas à pandemia de COVID-19. Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o número de utilizadores de internet móvel, teria aumentado 7,4% face a igual período do ano anterior.

O número de utilizadores do serviço de acesso à Internet através de PC/tablet/pen/router aumentou 6,8%. Trata-se do crescimento mais elevado em termos homólogos desde o final do programa e-iniciativas em 2011. O crescimento agora verificado poderá estar associado ao Programa Escola Digital, lançado em setembro de 2020, e que inclui a distribuição aos alunos de hotspot de internet e um cartão SIM para ligação à rede móvel, entre outros.

Tráfego de Internet móvel aumentou 16,5% e tráfego médio mensal chegou aos 5,1 GB/mês

O tráfego de acesso à Internet em banda larga móvel (BLM) aumentou 16,5% face ao 1T2020. O crescimento verificado é explicado pelo aumento da intensidade de utilização do serviço.

O tráfego médio mensal por utilizador ativo de Internet móvel aumentou 18,3% face ao período homólogo. Cada utilizador de banda larga móvel consumiu, em média, 5,1 GB por mês. O tráfego médio mensal gerado através de PC/tablet/pen/router atingiu os 26,5 GB (+43,3%). O eventual impacto da COVID-19 contribuiu para a evolução ocorrida, especialmente no caso das ofertas suportadas em PC/tablet/pen/router.

Acessos M2M aumentaram 3,8%

No final do 1T2021 contabilizaram-se cerca de 1,2 milhões de acessos móveis ativos afetos a Machine-to-Machine (M2M), um aumento de 3,8% em relação ao período homólogo.

Decréscimo significativo no tráfego em roaming internacional

O tráfego de roaming registou decréscimos em todos os tipos de tráfego face a igual período do ano anterior, destacando-se o tráfego de Internet (-31,2% no caso do roaming in e -4,5% no caso do roaming out). O tráfego de Internet, que vinha crescendo a taxas superiores a 50% nos últimos 5 anos, tem registado, desde o início de 2020, taxas de crescimento negativas face ao trimestre homólogo.

A queda registada em todos os tipos de tráfego de roaming in e roaming out terá resultado da quebra de viagens internacionais decorrentes da situação de pandemia.

Neste trimestre, o grau de cobertura do tráfego em minutos de roaming in por roaming out foi de 61,3%. Nos últimos cinco anos, a balança de roaming (roaming in – roaming out) foi superavitária apenas em 2017. No caso do acesso à Internet, o tráfego em roaming in foi substancialmente mais elevado que o tráfego em roaming out. No 1T2021, o volume de tráfego em roaming in foi 1,6 vezes superior ao tráfego em roaming out.

Quotas dos prestadores

A MEO foi o prestador com a quota mais elevada dos acessos móveis ativos com utilização efetiva (40,6%), seguida da Vodafone (30,0%), da NOS (26,5%) e da NOWO (1,8%). Face ao período homólogo, as quotas de acessos móveis da NOS e da NOWO/Onitelecom aumentaram em 0,7 p.p. e 0,3 p.p., respetivamente, tendo a quota da MEO e da Vodafone diminuído 0,9 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente.

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente face ao mesmo período do ano anterior, tal como vem acontecendo desde 2012.

No caso das quotas de subscritores de acesso à Internet em banda móvel, a quota da MEO foi de 39,2%, seguindo-se a NOS com 31,1%, a Vodafone com 26,9% e a NOWO/Onitelecom com 2,3%. No 1T2021 a quota da MEO aumentou 1,8 p.p., enquanto que a quota da Vodafone diminuiu 2,3 p.p. A NOWO/Onitelecom aumentou a sua quota em 0,5 p.p. e a NOS manteve a quota inalterada.

A NOS detém a quota mais elevada de tráfego de Internet em banda larga móvel (46,1%), seguida da MEO e da Vodafone (27,4% e 26,1%, respetivamente). Face ao mesmo período do ano anterior, a quota da NOS aumentou 0,6 p.p. A quota da Vodafone diminuiu 0,5 p.p. enquanto que a quota da MEO permaneceu inalterada.

Resumo gráfico: Serviços móveis no 1.º trimestre de 2021.

Notas
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1 Acessos móveis ativos, incluindo por exemplo, planos de assinatura, planos de minutos, planos de mensalidades convertíveis em tráfego, etc., que se encontram habilitados a utilizar um dos serviços contratados e que efetivamente utilizaram um dos serviços contratados no período de reporte.
2 As aplicações Machine-to-Machine (M2M) recorrem às redes móveis e à Internet para operar, monitorizar e interligar máquinas e equipamentos (i.e., telealarme, telesegurança, telemetria, etc…). Estão associadas à designada Internet das coisas.
3 Trata-se de uma parcela dos 168 por 100 habitantes referidos no parágrafo anterior.
4 Os planos híbridos são planos tarifários que apresentam, simultaneamente, características de plano pós-pago e pré-pago. Estes planos incluem um plafond de tráfego em regime pós-pago. No entanto, o tráfego extra-plafond é tarifado em regime pré-pago.