Serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição - 1.º semestre de 2020



Sumário executivo

O número de assinantes de distribuição de sinal de TV por subscrição cresceu 4,1% e 89% das famílias são clientes deste serviço

No primeiro semestre de 2020 (1S2020), cerca de 89,3% das famílias dispunham do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição (TVS), mais 3,3 p.p. do que no mesmo período do ano anterior.

O número de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição atingiu os 4,15 milhões, mais 165 mil (+4,1%) do que no mesmo período do ano anterior. Trata-se do maior crescimento anual em termos absolutos e relativos verificado desde 2016.

Fibra ótica ultrapassa dois milhões de acessos

O crescimento do serviço deveu-se às ofertas suportadas em fibra ótica (FTTH), que registaram mais 263 mil assinantes face ao mesmo período do ano anterior (+14,8%), ultrapassando os dois milhões de acessos.

A FTTH continuou a ser a principal forma de acesso a este serviço (49,0% do total de assinantes), seguida da TV por cabo (31,9%), do DTH (11,1%), e do ADSL (8,0%), tal como vem acontecendo desde o início de 2018.

Impacto da COVID-19

No 1S2020 registou-se, simultaneamente, uma desaceleração da tendência de queda do número de assinantes de DTH e de ADSL, e da tendência de crescimento do número de assinantes de FTTH. Esta evolução poderá estar associada ao impacto da COVID-19 sobre a atividade dos prestadores e sobre as necessidades dos utilizadores. Destaca-se ainda o eventual efeito da redução da mensalidade das ofertas 3P por satélite que ocorreu no semestre em análise.

Recorda-se, igualmente, que o processo de mudanças de frequências da TDT iniciou-se a 07/02/2020 e foi suspenso a 13/03/2020 devido aos constrangimentos associados à COVID-19.

Quotas dos prestadores

No final do 1S2020, a MEO passou a ser o prestador com a quota de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição mais elevada (39,8%), seguindo-se o Grupo NOS (39,7%), a Vodafone (16,7%) e a NOWO (3,7%).

A Vodafone e a MEO foram os prestadores que, em termos líquidos, mais assinantes captaram face ao mesmo período do ano anterior, tendo as suas quotas aumentado 0,9 p.p. e 0,3 p.p., respetivamente. Por outro lado, diminuíram as quotas do Grupo NOS (-0,9 p.p.) e da NOWO (-0,3 p.p.).

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente face ao mesmo período do ano anterior. A atual tendência de diminuição da concentração iniciou-se em 2013, com o lançamento da oferta triple play da Vodafone suportada em FTTH. Desde o início de 2018, que o nível de concentração tem apresentado diminuições pouco significativas.

Resumo gráfico: Serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição - 1.º semestre de 2020