Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º semestre de 2020



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Sumário executivo

82,6% das famílias dispunham de banda larga fixa

No final do 1.º semestre de 2020 (1S2020), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 82,6 por 100 famílias clássicas, mais 4,0 pontos percentuais (p.p.) do que no semestre homólogo do ano anterior.

Banda larga fixa cresceu 4,9% nos últimos doze meses

Em comparação com o mesmo semestre do ano anterior, o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 190 mil acessos (+4,9%), tendo atingido 4,1 milhões. O crescimento que se tem verificado nos últimos anos está a desacelerar.

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa (52,5% do total de acessos, +4,3 p.p. do que no 1.º semestre de 2019). O FTTH foi também a forma de acesso que mais contribuiu para o crescimento do número de acessos. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 268 mil acessos (+14,4%).

Os acessos suportados em redes de TV por cabo aumentaram 1,6%, o valor mais alto desde o 1.º semestre de 2018, e representavam 29,7% do total (-1 p.p. do que há 12 meses). Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 20,1% em comparação com o 1.º semestre de 2019. O ADSL representava 10,7% do total de acessos (-3,3 p.p.).

Os acessos fixos suportados nas redes móveis aumentaram 3,9%, o primeiro aumento semestral desde o final de 2018, e tinham um peso de 7,0% (-0,1 p.p.). Este tipo de acessos ficou acima do intervalo de previsão resultante da tendência histórica, eventualmente devido à substituição de local de utilização resultante do impacto da COVID-19.

Tráfego atinge máximos históricos devido ao impacto da COVID-19

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 61,1% em comparação com o mesmo semestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso chegou aos 185,2 GB, mais 53,6% do que no 1.º semestre de 2019. Trata-se do valor mais elevado registado até à data. Há um ano o tráfego médio por acesso tinha crescido 23,9% em termos homólogos.

O crescimento do tráfego acentuou-se no 1.º semestre de 2020 devido aos efeitos da COVID-19. A pandemia de COVID-19 foi declarada em 11.03.2020, tendo o Estado de Emergência em Portugal sido decretado em 18.03.2020. As medidas excecionais e extraordinárias associadas à pandemia prolongaram-se para além do final do 1.º semestre de 2020. A pandemia de COVID-19 provocou alterações dos padrões de utilização do serviço que resultaram numa aceleração do crescimento do tráfego de Internet. Estima-se que, em média, o tráfego de dados fixos tenha aumentado 59% durante o Estado de Emergência.

Quotas dos prestadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,4%), o Grupo NOS (35,5%), a Vodafone (20,2%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,7%).

Em comparação com o semestre homólogo, a Vodafone foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou (+0,6 p.p.), enquanto que a MEO foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,1 p.p. As quotas dos Grupos NOS e NOWO/Onitelecom diminuíram (0,6 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente).

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO dispunha da quota de subscritores mais elevada (38,8%), seguindo-se o Grupo NOS (37,7%), a Vodafone (19,3%), e o Grupo NOWO/Onitelecom (4,1%). A quota da MEO manteve-se, a quota da Vodafone aumentou 0,7 p.p. e as quotas do Grupo NOS e da NOWO/Onitelecom diminuíram 0,6 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente. 

Resumo gráfico: Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º semestre de 2020